Segurança

Segurança na Charla: autonomia com freios

Como a Charla mantém assistentes agênticos sob controle: isolamento por assistente, acesso com múltiplos fatores, registro inviolável de auditoria e supervisão humana antes de cada mudança.

Um assistente agêntico não apenas conversa: ele consulta bases, chama ferramentas e executa ações em sistemas reais. Quanto maior a autonomia, mais importam os freios. A segurança da Charla foi desenhada para que cada assistente faça muito, sem nunca fazer o que não deveria. As práticas descritas aqui são controles de engenharia que aplicamos no produto, não certificações formais.

Cada assistente é uma ilha

A primeira barreira é o isolamento. Cada assistente da Charla tem a própria base de conhecimento e a própria lista de acessos. O conhecimento de um assistente e as permissões que ele recebe nunca vazam para outro. Na prática, isso significa que separar departamentos, marcas ou clientes é o padrão, não uma configuração extra:

  • Base de conhecimento dedicada por assistente: documentos, dados e contexto ficam contidos no assistente a que pertencem.
  • Lista de acessos própria por assistente: o que um assistente pode alcançar é decidido individualmente, sem herança implícita.
  • Sem vazamento cruzado: conhecimento e permissões de um assistente não se tornam visíveis a outro.

Quem entra, e até onde vai

O acesso é controlado por papéis (RBAC), com permissões hierárquicas e escopadas: cada pessoa recebe exatamente o alcance de que precisa, e nada além disso. Em cima disso, reforçamos a identidade de quem entra:

  • Autenticação multifator (MFA) via TOTP, para que uma senha sozinha não baste.
  • Hashing forte de senhas: credenciais nunca ficam guardadas em texto puro.
  • Sessões de curta duração que se renovam, encurtando a janela útil de um acesso indevido.

Tudo fica registrado, e nada pode ser apagado

Cada ação privilegiada e cada chamada de ferramenta é gravada em um registro de auditoria do tipo append-only: linhas só são acrescentadas, nunca alteradas nem removidas. O resultado é responsabilização completa: sempre é possível reconstruir quem fez o quê, quando e por meio de qual ferramenta, sem espaço para reescrever o histórico depois do fato.

Segredos ficam selados

Assistentes que se conectam a ferramentas externas precisam de credenciais, e essas credenciais são o ativo mais sensível. Na Charla elas nunca circulam ao léu:

  • Credenciais são criptografadas e mantidas em um gerenciador de segredos dedicado.
  • As credenciais de conexões com ferramentas externas são seladas com criptografia forte.

Conexões com o mundo externo, sob guarda

Quando um assistente chama uma ferramenta externa, a Charla controla para onde a requisição pode ir. As conexões de saída são protegidas por uma guarda de egresso: requisições direcionadas a redes internas ou privadas são bloqueadas, uma defesa contra SSRF (server-side request forgery). Todo o tráfego trafega criptografado em trânsito (TLS), de ponta a ponta.

O assistente não mostra os bastidores

A Charla nunca expõe o próprio raciocínio interno bruto nas respostas. O usuário recebe a conclusão útil, não a cadeia de pensamento crua que a produziu, o que reduz a superfície para extração de instruções, prompts ou pistas sobre como o sistema decide por dentro.

Mudanças passam por gente

Autonomia não significa carta branca. Alterações de conhecimento e de configuração seguem o modelo propor-então-aprovar: a mudança é proposta e só entra em vigor depois de aprovada por uma pessoa. Há ainda uma trava de escopo opcional, que permite ao assistente recusar pedidos fora do seu domínio de atuação.

Quanto mais um agente pode fazer, mais importa quem aprova o quê. Mantemos a pessoa no comando das mudanças que pesam.Princípio de design da Charla

Alinhados ao espírito do SAIF

Nossos controles conversam com o espírito do Secure AI Framework (SAIF), do Google, e com os seus três controles para agentes: aprovação do usuário, permissões de menor privilégio e observabilidade. A aprovação aparece no nosso propor-então-aprovar; o menor privilégio, nas permissões escopadas por papel e no isolamento por assistente; a observabilidade, no registro de auditoria inviolável. Trata-se de alinhamento de práticas, não de certificação.

Para deixar claro: tudo o que descrevemos aqui são práticas de segurança de engenharia que aplicamos no produto, e não certificações formais de conformidade. A Charla não possui, no momento, uma certificação formal de conformidade, e nada nesta página deve ser lido como tal. O objetivo é mostrar, de forma transparente, como construímos autonomia com freios.

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